Gastronomia
2 meses atrás

Qual o melhor azeite de oliva extra virgem? Os benefícios começam em saber se ele é verdadeiro e para que serve

Qual o melhor azeite de oliva extra virgem? Os benefícios começam em saber se ele é verdadeiro e para que serve

É difícil saber qual o melhor azeite de oliva extra virgem, tem gente que até passa no cabelo e diz que os benefícios chegam na pele, basta saber como usar e para que serve cada tipo, eu fico com a área gastronômica mesmo, prefiro meu azeite na cozinha e até com pão, mas sempre para comer. Essa delícia está me trazendo algumas preocupações, recentemente descobri que muitas das marcas disponíveis no mercado são na verdade em sua maioria óleo de soja, bem que em algumas mais baratas eu senti um gosto diferente mesmo.

Azeite de oliva extra virgem

O azeite já era usado pelos povos da Mesopotâmia, muito antes de Cristo, para o uso como um protetor do frio, mas foi na Grécia antiga que ele virou um rico produto alimentar, sendo apreciado por filósofos, médicos e historiadores da época em razão de suas propriedades benéficas ao ser humano. O azeite tem sido tão importante na história da humanidade que é citado diversas vezes na Bíblia.

Existem vários tipos de azeites, o virgem e o extravirgem, o primeiro possuí indicadores menos rígidos de acidez, entre 0,8 e 2%, mas não pode ser exagerado. A cor dos produtos não significam necessariamente a pureza dele, as cores e cheiros podem variar de acordo com os frutos. Classifica-se o azeite segundo seu processo de produção da seguinte forma:

  • Azeite virgem, obtido por processos mecânicos. Dependendo da acidez do produto obtido, este azeite pode ser classificado como sendo do tipo extra, virgem ou comum. O azeite virgem apresenta acidez máxima de 2%.
  • Azeite refinado, produzido pela refinação do azeite virgem, que apresenta alta acidez e incidência de defeitos a serem eliminados na refinação. Pode ser misturado com o azeite virgem.
  • Azeite extra virgem. O azeite não pode passar de 0,8% de acidez (em ácido oleico) e nem apresentar defeitos. O órgão que os regulamenta e define quais defeitos são catalogados é o Conselho Oleícola Internacional.
  • Azeite comum é obtido da mistura do azeite lampante, inadequado ao consumo, obtido através da prensagem das azeitonas. O azeite comum não possui regulamentação.

Óleo de soja não é azeite

O preço é um dos fatores principais na hora de escolher um azeite de qualidade, não é barato fazer este produto, ainda mais que o Brasil é o sétimo maior importador mundial de azeite e o segundo de azeitonas. A principal causa é que o país não planta oliveiras, e por isso mesmo, não produz azeitonas e muito menos, o azeite. A região mediterrânea, atualmente, é responsável por 95% da produção mundial de azeite, logo é um processo caro e trabalhoso, se você encontrar marcas vendendo azeites com preços muito baixos, desconfie.

Dicas de como comprar e conservar o azeite em casa

A PROTESTE avalia desde 2002 a qualidade dos azeites, todas as avaliações são feitas por laboratórios credenciados pelo MAPA (Ministério da Agricultura) e pelo COI (Conselho Oleícola Internacional), portanto seguem rigorosamente as metodologias e os parâmetros estabelecidos pelas legislações aplicáveis.

De uma forma prática, além de testar estes produtos que trazem inúmeros benefícios à saúde, alguns cuidados são importantes na hora de escolher o melhor azeite e, também como conservar o sabor do produto, sua qualidade e propriedades nutricionais. Assim, baseado na opinião de especialistas que validam a qualidade do azeite para o consumidor, a PROTESTE separou algumas dicas que vão ajudar na hora da compra. Anote:

No supermercado:

  • Desconfie de produtos muito abaixo do preço médio de mercado. Alguns se passam por azeite, mas são temperos ou mistura de óleos. Para fugir disso, leia os ingredientes no rótulo (o produto legítimo só tem um item: o próprio azeite de oliva extravirgem);
  • Escolha o azeite que tenha sido produzido há, no máximo, seis meses. Produtos mais frescos preservam melhor suas propriedades nutricionais;
  • Dê preferência para as garrafas que estejam mais ao fundo da prateleira, onde a exposição do produto à luz é menor;
  • Prefira vidros escuros que mantêm a luz afastada e fazem com que o produto dure mais tempo;
  • Preste atenção aos rótulos dos azeites importados. É obrigatório que informem o local de produção e de envase (melhor se forem produzidos e envasados no mesmo local);
  • Não escolha azeites turvos, porque pode ser resultado de um menor grau de filtragem (qualidade);
  • Opte por embalagens menores. Quanto mais tempo aberta, maior será o contato com o ar e a degradação do produto. E não se esqueça de tampar bem após o uso.
  • Atente ao rótulo, porque, para um azeite ser considerado extravirgem, deve possuir acidez de até 0,8% e conter na lista de ingredientes só o azeite de oliva extravirgem.

Como conservar o azeite em casa:

  • Evite a exposição direta do azeite ao ar, à luz solar e ao calor por períodos prolongados. Por isso, armazene-o em local protegido da luz (por exemplo, em armários), fresco e longe de fontes de calor, como forno e fogão;
  • Da mesma forma, evite transferir a embalagem original para embalagens que ficam sobre a mesa, geralmente expostas à luz e também às variações de temperatura;
  • Nunca coloque o azeite extravirgem na geladeira. Isso causa turvação do produto e pode alterar o sabor;
  • Utilize, preferencialmente, o azeite em preparações frias e nas que têm aquecimento brando, como refogados e ensopados. Dessa forma, você consegue manter todos os benefícios do produto. Porém, ele só perde suas propriedades antioxidantes se você o aquecer por longos períodos e em temperaturas superiores a 180ºC.

Quem é Alan Corrêa?

Olá, meu nome é Alan Corrêa, sou formado em marketing e trabalho com internet desde 2011. Sou apreciador de boa comida, viciado em novos sabores e adoro conhecer novos lugares... Leia Mais