O que é internet das coisas e como eu acho que isso vai mudar o mundo

O que é internet das coisas e como eu acho que isso vai mudar o mundo

Muito se tem falado em como funciona a internet das coisas, ou IOT (do inglês, Internet of Things), apesar de toda a discussão sobre o assunto, poucos realmente sabem o que é com exemplos reais, como surgiu e o mais desconhecido são suas aplicações no futuro, que podem ser desastrosas se não for estabelecido um padrão claro desse desenvolvimento.

Como surgiu a internet das coisas

Antes de saber como surgiu, você deve saber o que é a internet das coisas, este método de união global dos aparelhos tem como função conectar os aparelhos e veículos, sempre com uso de sensores e transferencia de dados através da internet.

O conceito mais bem elaborado ficou definido através de pesquisas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) Auto-ID Laboratory, onde desenvolveram um trabalho com o objetivo de criar um sistema global de registro de bens usando um sistema de numeração único chamado Electronic Product Code.

O termo IoT, ou Internet das Coisas em português, surgiu com um pioneiro tecnológico britânico que concebeu um sistema de sensores omnipresentes conectando o mundo físico à Internet chamado Kevin Ashton.

Tudo parece incrível

O crescimento deste mercado deve alcançar níveis comerciais interessantes em pouco tempo, segundo um estudo da IHS, é esperado que o mercado de IoT passe de cerca de 15 bilhões de dispositivos hoje para aproximadamente 31 bilhões até 2020, e saltando para 75 bilhões cinco anos depois.

“A Tecnologia começa a ser embarcada nos produtos, junto com módulos de conectividade, permitindo às empresas extrair informações sobre a experiência do consumidor, analisar e definir ações. É uma revolução centrada no consumidor, direcionada pela transformação digital”, afirma o Diretor de Pesquisa e Consultoria em Transformação Digital da Frost & Sullivan para América Latina, Renato Pasquini.

Um exemplo muito bacana é a conexão entre aparelhos eletrodomésticos e dispositivos móveis, num futuro próximo seria possível organizar seu estoque de comidas pelo celular, sua geladeira saberia suas preferências e já providenciaria a compra com bitcoins todo mês, sua cafeteria estaria conectada ao seu despertador para que quando você acordasse já encontrasse um café fresquinho e por aí vai.

O futuro pode ser assustador

Eu não estou falando de Skynet, nem que milhões de máquinas fora de controle vão usar a rede de internet para se comunicarem e causarem grandes danos globais, o cenário pode ser pior, se as operadoras não se prepararem não terá conectividade nem para os mais experientes roteiristas de filmes de ficção criarem uma história apocalíptica com robôs super desenvolvidos.

Se hoje é difícil assistir um simples vídeo no Youtube em alguns lugares do Brasil, imagine quando você quiser coordenar a sua casa para que alimente seus animais através do sistema do seu carro, com nossa velocidade de internet atual eu só posso lamentar pelo seu gato.

O aumento das necessidades de conexão mostra que esse é o momento para as operadoras deixarem suas redes prontas para lidar com o aumento das necessidades de largura de banda, bem como se prepararem para o que está por vir.

As soluções interligadas pela Internet das Coisas, conectadas a ações possíveis de serem controladas via celular (mobile technologies), já começam a fazer parte da vida cotidiana das pessoas. “Atualmente é possível saber o que não está funcionando em cada equipamento ou parte do sistema. E você recebe uma mensagem precisa sobre o que está ocorrendo e de forma automática. A tecnologia vai ajudar no bem estar dos usuários, cada vez mais, por meio da internet das coisas (IoT) e do mobile, de forma integrada”, o CEO global da marca, o italiano Andrea Menuzzo.

Atualmente, há uma discussão sobre os parâmetros para regulamentação da Internet das Coisas que, ao mesmo tempo, seja favorável ao fomento da tecnologia no Brasil, bem como tutele os direitos dos usuários e consumidores. Para a Comissão de Estudos de Direito Digital do Conselho Superior de Direito da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), coordenada por Renato Opice Blum e Rony Vainzof, devem ser consideradas as normas já em vigor para nortear as discussões relativas à criação de lei sobre Proteção de Dados Pessoais, a fim de se garantir que o País tenha regras atualizadas e não conflitantes, com mais segurança jurídica para o devido desenvolvimento tecnológico de negócios.

Um dos pontos de atenção é o da proteção à privacidade, pois, para o pleno desenvolvimento de produtos e serviços do ecossistema de IoT, faz-se necessária a coleta e o tratamento massivos de dados que, muitas vezes, podem incluir informações pessoais (dados cadastrais, gostos e interesses, entre outros) ou sensíveis (dados biométricos, genéticos, de saúde, de religião, entre outros). Por isso, a comissão ressalta que é preciso cautela para que o Direito não seja obstáculo ao desenvolvimento tecnológico da IoT no Brasil. Por outro lado, essa nova tecnologia traz consigo potencial de mitigação de privacidade que não pode ser deixado de lado.

Outra preocupação apontada pelo estudo é a relação aos potenciais riscos à segurança que podem ser originados pelo uso inadequado da tecnologia, em face da difícil assimilação pelo ser humano de tantas funcionalidades disponíveis em variados dispositivos, ou por ataques. Isso porque, não se trata apenas de riscos à segurança da informação ou de prevenção de fraudes bancárias, por exemplo. Eventual desconhecimento de como utilizar as tecnologias disponibilizadas no mercado ou falhas nos sistemas de segurança podem acarretar em sérios riscos à integridade patrimonial das entidades e física das pessoas.

Além disso, do ponto de vista do Direito de Consumidor, surge desafio relacionado ao cumprimento do dever de informação e transparência, já que o Código de Defesa do Consumidor, especialmente em seu artigo 31, estabelece que a oferta do produto ou do serviço deve assegurar informações claras acerca dos riscos à saúde e à segurança dos consumidores.

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